quarta-feira, 26 de março de 2014

Boulevard na Rua Frei Caneca pode se tornar realidade

Boas idéias existem, só falta a boa inciativa do poder público.  Muitos imóveis foram demolidos nos último anos na Rua Frei Caneca. 

N.A.

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Os moradores, comerciantes e frequentadores da região da Rua Frei Caneca, em São Paulo, poderão contar com um boulevard agradável, com três áreas de convivência e lazer e um anfiteatro ao ar livre, em uma via totalmente reurbanizada. A ideia básica para o projeto está pronta e foi reencaminhada na última semana na Subprefeitura da Sé.


Trata-se de uma iniciativa da Associação LGBT Casarão Brasil, que em 2010 promoveu um concurso em parceria com o IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil). O vencedor do concurso foi o escritório de arquitetura FMC – Ferrés, Milani & Campanhã, em associação com o escritório Fondarius, de Barcelona.

Como nos casos das ruas Oscar Freire e parte da Avanhandava, o projeto prevê a remodelação das calçadas, modificação na iluminação e enterramento dos fios da rede elétrica, reorganização do trânsito e recuperação das áreas verdes já existentes, com a criação de espaços de lazer ao longo da via, devolvendo o uso do espaço público para as pessoas.

Pelo projeto haverá quatro áreas principais: um parque/jardim na antiga Maternidade São Paulo, uma praça na Igreja Divino Espírito Santo, um mercado ao ar livre na esquina do Shopping Frei Caneca, além de um teatro ao ar livre na área da escadaria que liga a Frei Caneca à parte antiga da Rua Avanhandava, que também será beneficiada por esta reurbanização.

“Nossa ideia principal foi recuperar o espaço público e humanizá-lo para torná-lo mais agradável às pessoas”, conta Conrado Ferrés, um dos sócios do escritório FMC.

Para o presidente da Associação LGBT Casarão Brasil, Rogério de Oliveira, a viabilização deste projeto proporcionará uma melhora na qualidade de vida de toda a região, valorizará imóveis e o comércio, diminuirá ocorrências policiais, principalmente as ligadas ao uso de drogas e atitudes homofóbicas.

A associação Casarão Brasil e o escritório FMC esperam que em breve a Subprefeitura da Sé encaminhe o projeto para órgãos municipais, como o SP Urbanismo, para que a Prefeitura e a iniciativa privada possam contratar o projeto executivo e planejar o início das obras de reurbanização da Rua Frei Caneca.


Fonte da notícia: 


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Demolições na Rua Augusta

Foto: Google Street View


Seis imóveis que funcionavam como estabelecimentos comerciais, inclusive o bem movimentado Servidoria de Salgados, sumiram da paisagem da Rua Augusta. Acima dos estabelecimentos existiam residências tipo art decô, talvez provenientes dos anos 1950.

A Rua Augusta perde mais imóveis para dar lugar a novos empreendimentos imobliários, talvez salas comerciais. A região que já tem um transito bem complicado, com certeza com este novo lançamento levará mais automóveis para região. 

Mais uma vez, beneficiam as construtoras e não se prioriza um estudo de impacto da região. 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

domingo, 22 de setembro de 2013

Higienopólis perde casarão

Mais um casarão demolido na cidade. Desta vez foi na Rua Dr. Brasílio Machado, em Higienópolis.

Contato de Sergio Waismann, recebido por email.

Foto: Sergio Waismann


Como era o imóvel.  Google Street View

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Sumaré

Recebi um email de um leitor do blog, de que na Rua Aimbirê, no bairro do Sumaré, serão demolidas mais de dez residências para construção de novos condomínios.

Vemos em pequenos gestos de que muitos moradores da cidade são contra tanta verticalização.

Os quintais estão sumindo!!!!

Como um lamento, o leitor diz:

O bairro onde vivo, o meu bairro, está vindo a baixo !
Mais uma grande demolição, `a rua Aimberé., Sumaré, SP.
mais de dez casas!
Chega de demolir!
 
E vem os registros em fotos.
 
 
 
 

domingo, 14 de julho de 2013

Adeus a mais um casarão da Av. Paulista

Lamentavelmente, mais um imóvel  da Av. Paulista foi demolido e mais um edifício vai surgir na cidade. O imóvel estava para alugar há anos, não conseguia um inquilino talvez pelo seu alto preço.

Segundo o Conpresp, não havia pedido de tombamento para o imóvel.



Google Street View
 
 
Casarão dos anos 1960 é demolido na av. Paulista, matéria da Folha de S. Paulo
 
 
Foto: Hélio Bertolucci Jr.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Intervenção BELVEDERE propõe reflexão sobre a memória da Casa de Dona Yayá





Residência centenária do Bixiga se converte em espaço
para intervenção Belvedere e programação paralela.
Eventos promovem releitura da história do local.
Abertura no dia 28 de abril, domingo. Entrada gratuita


De 28 de abril a 30 de junho, o solário da Casa de Dona Yayá recebe a intervenção “BELVEDERE”. Concebida pela artista Mariana Vaz, com a colaboração da também artista Mirella Marino e do arquiteto e cenógrafo José Silveira, “BELVEDERE” pretende, por meio de uma intervenção artística, discutir aquele solário, seus significados sociais e históricos.  O projeto foi contemplado pelo ProAC de Apoio a Projetos de Artes Visuais no Estado de São Paulo - 2012.


“Alteramos a altura do piso e transformamos o solário  em belvedere. O que antes era uma área de confinamento e, provavelmente, sofrimento sutil e vergonha, transfigura-se em área de desfrute e deleite, de onde se admira a paisagem, o jardim e a casa. Convidamos o visitante a experimentar um novo ângulo de apreciação da casa, do jardim e seus ocupantes. As paredes, que antes oprimiam, convertem-se  em guarda-corpo”, declara a artista.  


Ao construir-se a estrutura cenográfica do belvedere,  outro ambiente é criado: o vão interno, um claustro ou caverna. “Se o miradouro é o espaço da contemplação, o claustro é o limite levado ao extremo. Ali,  resquícios do que o solário um dia representou: restrição, prisão, cárcere, clausura. Nesse espaço, vestígios de sua história precedente: o sofrimento e tristeza que Dona Yayá teria ali sentido; o pesar por infligimos socialmente tais sofrimentos a muitas Yayás no passado e, infelizmente, ainda no presente”, diz Mariana.


Exíguo, o claustro permite apenas um visitante por vez. Adentra-se um lugar escuro, onde se ouve passos no belvedere. Assim também Dona Yayá, a enclausurada,  ouvia quem passasse pela casa, na rua ou no jardim. Nesse espaço, uma pequena televisão reproduz vídeo em loop.


Ativação de espaço histórico


A Casa da Dona Yayá, como é conhecido o imóvel situado à Rua Major Diogo 353, no bairro Bela Vista em São Paulo, foi transferida para a USP como herança jacente em 1961, após o falecimento da  proprietária, Sebastiana de Mello Freire, a Dona Yayá. Única e rica herdeira de propriedades, ela foi interditada depois de considerada incapaz de gerir sua fortuna, por “sofrer das faculdades mentais”. Depois da primeira manifestação da doença e de passar mais de um ano internada, um conselho médico decidiu que ela deveria mudar-se para um lugar mais calmo e tranquilo, uma chácara nos arrabaldes da cidade. Isto aconteceu em meados da década de 1920. Aí viveu por 40 anos, sendo cuidada e vigiada por familiares e empregados. Várias reformas foram realizadas na casa, de acordo com os tratamentos médicos prescritos, garantindo, quando necessário, o isolamento da interdita.


Durante 40 anos, a casa foi um hospício privado para sua rica moradora, considerada alienada numa época de parcos conhecimentos psiquiátricos e extremamente preconceituosa em relação às mulheres independentes e ousadas, como Yayá. Em uma das últimas reformas, foram construídos o jardim de inverno e o solário destinado aos banhos de sol da reclusa Yayá. Vale assinalar que estruturas arquitetônicas como o solário aí construídos são encontradas em hospitais psiquiátricos, mas não se tem notícia da existência de outra estrutura semelhante  erguida em casa particular no mundo.


Hoje o imóvel abriga o Centro de Preservação Cultural da USP, órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP, dedicado às temáticas do patrimônio cultural. A exposição se insere em um projeto periódico de intervenção no solário promovido pelo CPC.


Atividades paralelas

O ciclo “Leituras ignorantes para Yayá acontece nos dias 5, 19 e 26 de maio, domingos, às 11h. Como atividade paralela ao Belvedere, o ciclo propõe leituras coletivas nas quais todo o público é potencial leitor de materiais literários diversos, organizados em um roteiro dedicado à Dona Yayá. Quem quiser, toma a palavra e lê. Haverá cópias dos roteiros para todos. Integrante do projeto “Ensaios ignorantes, realizado desde 2011 a partir de diálogo com o livro “O mestre ignorante”, de Jacques Rancière, as “Leituras” propõem ações ensaísticas de digressão a partir do material lido coletivamente. Os delineamentos para as ações são dados a todos a cada dia, no início dos encontros.
No dia 30 de junho, domingo, às 11 horas, acontece a performance “BELVEdalário”, de Mariana Vaz.
Ficha Técnica "BELVEDERE"


Criação e Coordenação: Mariana Vaz
Colaboração : Mirella Marino e José Silveira
Arquitetura e Cenografia: José Silveira
Arte Gráfica: Mirella Marino
Animação: Rogério Nunes


Ficha técnica "Leituras Ignorantes para Yayá"


Idealização e direção: Juliana Jardim 
Ensaístas ignorantes: Juliana Jardim e Luiz Pimentel   
Músico convidado (dia 5/5): Thomas Rohrer 
Curadoria de textos e roteiro:  Juliana Jardim e Mariana Vaz


Serviço:


Evento: “Belvedere”, intervenção no solário por Mariana Vaz, Mirella Marino e José Silveira
Abertura: dia 28 de abril, domingo, às 11 horas
Período expositivo: de 29 de abril a 30 de junho de 2013

Atividades Paralelas

"Leituras Ignorantes para Yayá"
Dias 05, 19 e 26 de maio, domingos, às 11 horas

Performance "BELVEdalário"
Dia 30 de junho, domingo, às 11 horas

Local: Centro de Preservação Cultural da USP – CPC USP, Casa de Dona Yayá
Endereço: Rua Major Diogo, 353 – CEP 01324-001 – Bela Vista – São Paulo - SP
Telefone: (11) 3106 3562
Horários de funcionamento: de segunda a sexta, das 9 às 17 horas; 
domingos das 10 às 13 horas (exceto 12 de maio e 2 e 23 de junho). Não abre aos sábados
Entrada gratuita e livre para todos os públicos

Site: www.usp.br/cpc 

Mais informações para a imprensa:

Adelante Comunicação Cultural
Décio Hernandez Di Giorgi
Tel.: (11) 3589 6212 / 9 8255 3338



*Recebido por e-mail

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Começa a construção da Praça Pamplona



Bela Vista, upload feito originalmente por Hélio Bertolucci Jr..

Nesta semana recebi alguns comentários de que a construtora Brokfield está começando a movimentar o terreno na Rua Pamplona, n° 145. Algumas árvores já estão sendo demolidas.

A boa notícia é que a construtora preservará o casarão, mesmo porque, me parece que é um imóvel tombado. O que acontecerá naquele terreno será o mesmo que foi feito na Av. Paulista, no terreno da Casa das Rosas. Preserva-se a área antiga e construi um novo empreendimento na parte restante do terreno.

Eu vejo com bons olhos isso, já que o antigo casarão terá sua funcionalidade. O casarão da época dos Barões do Café, tinha ali instalado  desde 1952 a sede do Instituto de Física Teórica. 

Segundo a construtora Brokfield, "ali funcionará, após o trabalho de restauro, o café científico: Um centro de cultura e ação social voltado para jovens com poucos recursos.: Cerca de 2 mil m² da área do Praça Pamplona serão de preservação tanto dos Jardins quanto da vegetação já existente no local. Esse verdadeiro bosque abriga inúmeras espécies nativas da Mata Atlântica, com árvores frutíferas. O resultado final será uma praça aberta para todos, um novo ponto de encontro dos paulistanos em seus momentos ao ar livre."

A leitora do blog Beatriz, sugeriu um link do Skyscrapercity, onde existem inúmeras fotos e informações sobre este empreendimento.

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1501854


Divulgação

Como não dá para frear lançamentos atrás de lançamentos imóbiliários, nos resta parabenizar a iniciativa
da construtora Brokfield.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Chega de Demolir - Porto Alegre







Verificando meus "clippings" pelo Google, tive a grata surpresa de descobrir que temos um blog Chega de Demolir, Porto Alegre.

A idéia é essa mesmo, que pessoas se interessasse em fazer "Chega de Demolir" de várias cidades brasileiras, afinal, o Brasil tem uma história arquitetônica riquíssima que está se perdendo!

Parabéns pela iniciativa. Só não descobri quem é a pessoa que faz o blog.

Recebido comentário:


Oi Hélio!
Acabei respondendo no teu comentário, lá no meu blog. Me chamo Jacqueline Custódio, sou formada em direito, com paixão pelo Direito Urbanístico e Patrimônio Cultural. Inspirada primeiramente no "Basta de demoler Buenos Aires", que um amigo argentino me indicou, e, pesquisando, no "Chega de Demolir S!P", resolvi criar um blog nessa linha. Concordo plenamente com a ideia de fazer um movimento "unificado", protegendo nosso patrimônio arquitetônico, que vem se perdendo rapidamente. Amanhã, Porto Alegre está de aniversário e foi publicado num jornal de grande circulação um texto muito legal a respeito da perda de identidade da cidade, causada, em grande parte, pelas construções de edifícios de forma indiscriminada. Coloquei um post sobre o texto (com link) e comentários sobre alguns movimentos contrários à descaracterização da cidade. Vamos nos manter contato para criar uma rede de pessoas interessadas na proteção das cidades e sua história. Obrigada pela citação no "Chega de Demolir S!P". Abraço

Obrigado Jacqueline pelo contato!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Moinhos Gamba

Mooca
Foto: Hélio Bertolucci Jr. ©



Ontem recebi uma mensagem, via Facebook, do amigo Bruno Galindo se eu sabia algo sobre o encerramento das atividades do Moinhos Eventos. Este local já foi a badalada danceteria Moinho Santo Antonio e viveu seu auge nos anos 1990. A região da Rua Borges Figueiredo, na Mooca, está há anos aguardando alguma revitalização. A antiga fábrica da empresa Açuçar União já foi demolida não faz muito tempo. Ali já está sendo construído um mega empreendimento de apartamentos residencias e salas comerciais. Fato que trará um caos ao trânsito da região, principalmente das Ruas da Mooca e Radial Leste. Imagino o quanto as construtoras ficam babando por estes terrenos gigantescos existentes na região.



Visitando a página oficial da empresa, a Nota Oficial:

MOINHO EVENTOS LTDA. vem por meio desta comunicar oficialmente a todos seus  clientes, fornecedores, amigos e colaboradores, que infelizmente, após inúmeras tentativas de continuidade de nossas atividades, foi decretado pelo Juiz de Direito da 7ª Vara Cível do Foro Central, nos autos do processo nº 0190883-85.2006.8.26.0100, nosso despejo.
Tal fato ocorreu em razão do imóvel ter sido vendido e do novo proprietário encontrar-se irredutível quanto à continuidade da locação, nos impossibilitando de realizarmos os eventos já contratados, não sendo este sensível a nossosinúmeros pedidos e apelos de evitarmos a frustração de milhares de pessoas.
Destacamos que todos os contratos firmados e já pagos serão transferidos para outros espaços, desde que exista a concordância de nossos clientes, ou iremos ressarcir todos os valores já pagos pelos clientes que optarem em rescindir o contrato, após a assinatura do distrato. Em vista do cancelamento de todos os eventos no espaço Moinho, orientamos, também, que sejam desconsiderados por todos os convidados, convites anteriores e posteriores a esta nota, referentes a festas, confraternizações, reuniões e demais, a fim de evitar aborrecimentos e locomoções desnecessárias, uma vez que o estabelecimento não será mais aberto ao público para este fim.
Colocamos, nos à disposição para esclarecimentos e soluções de todos os problemas, por meio do nosso departamento jurídico: (11) 2605-8221.

http://www.moinhoeventos.com.br/

Qual será o novo destino deste imóvel? Pelo que sei está tombado desde 2007.
Mas em se tratando de interesses, tudo pode acontecer!!!!


Saiba mais sobre a história deste lugar:

http://www.moinhoeventos.com.br/Historico.pdf